terça-feira, 7 de maio de 2013
Chego lá.
Trago comigo lembranças boas que me fazem sorrir de uma forma inesperada, trago também lembranças tristes, de desilusões, que me tornaram uma mulher mais forte, uma guerreira. Sei que no meu caminho terão pedras, com certeza toparei em alguma, chorarei, levantarei mancando porém minha trajetória não irá parar, outras pedras virão mas não vai ser qualquer uma que vai me derrubar novamente. Eu sou guerreira. Caminhos longos te levam a lugares bonitos, com pessoa que te valorizam, que te querem bem. Me espera, eu estou indo ao seu encontro!
Putagens.
Puta: Substantivo feminino de origem controversa.
Significado 1: Mulher que se prostitui (para quem não sabe, mulher que cobra pra transar com quem quiser pagar)
Significado 2: Mulher que tem relações sexuais com MUITOS homens. ( Que no meu caso, foi com um só)
Meu entendimento do que foi querido dizer: Palavra simples de estrutura feminina para depreciar a imagem de outra mulher, onde quem diz não tem mais o que dizer se não o mais óbvio, idiota, mesquinho e clichê de todos os adjetivos.
Mas enquanto isso, imPUTAndo (Definição: que atribui, classifica ou qualifica o renome ou fama de alguém) sua rePUTAção, relembrando a origens revés da palavra mencionada, eu teria muito mais que PUTA pra te dizer, afinal PUTA vem de publis, que significa público, que significa gente pra caralho falando de algum assunto que provavelmente não sabe, assim como você (que tenho certeza, não sabe de nada além do que o próprio réu, que sabia, evidentemente, que não seria julgado, contou). Logo, nada mais seria do que te qualificar de algo. Te julgar. Te rotular. Isso eu não preciso fazer. Você tem lágrima e tranquilidade em conseguir o próprio julgamento. Alguns sorrisos e outras preocupações. Naturais.
Mas no sentido imPUTAdo, minha resposta é simples. Romântica, habitualmente sensível, feroz como toda mulher traída ou sentindo-se, triste para ser feliz, tolerante, passiva, sentimental, maliciosa, um pouquinho falsa (e quem não é?), acredito que no fundo se sinta injustiçada.
Nada mais normal do que qualquer história comum, de qualquer mulher que cruza o seu caminho da fila do pão, no ônibus, no mercado ou nos mil bares que frequentas.
E eu? Mais uma mulher igual a todas essas outras, mas nessa história intulada. ImPUTAda. E você ainda tem a coragem de me mandar recado. Meu caminho não foi nobre, confesso, mas o seu caminho nos dias de hoje, dá vergonha. Vergonha do que todas nós podemos ser. Hoje é você, ontem fui eu. E não se superestime, depois de amanhã é você meu papel, na semântica mais verdadeira, de puta.
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