quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Alerta de textão!


Dizer não quando quer dizer sim, só para os fortes. Para os fortes? 
Quais motivos levaram o não ser, racionalmente, a melhor opção? O certo a se fazer, o pudor, a consideração, o narcisismo, o orgulho... uma questão de princípios?


É difícil quando estamos à prova de fogo. Lembro-me um dia desses, falando com uma amiga à mesa de um bar, que o facebook é uma arma poderosíssima. Não apenas porque a troca de informações instantâneas e simultâneas fazem mais parte desse mundo do que nós mesmos, mas também porque a quantidade de 'textões' que surgiram da cabeça dos outros também disparou. Se tivesse um número de caracteres proporcional às atitudes dos autores em relação as próprias palavras, muitos deles talvez, não sairiam da metade da primeira linha, quiçá, haveriam de dissertar sobre assuntos tão polêmicos. 
Isso veio a minha cabeça, por motivo atual, não de minha vida, mas de crer que o Universo nos coloca testes para sermos mais capazes de sobreviver na própria selva. 

Pense comigo, você é feminista, é um princípio interessante diante da conjuntura machista que vivemos, e com isso, acaba pesando em seus princípios, formas de pensamento e descontrução do patriarcado, moldes de uma sociedade feia cujo mulheres são chamadas de putas e homens de machões. All the time, mesmo em tom de crítica, como filho da puta, tem uma mulher envolvida. E caso o chamemos de garanhão, galinha e afins, é uma critica sem o peso da palavra puta. Todas as mulheres devem ter puta na certidão de nascimento porque vez ou outra, independente do motivo que seja, elas foram (ou serão) chamadas agressivamente de puta, piranha, vagabunda, vadia... e esses tipos aí. Mas voltemos lá, onde mora o perigo, a serpente do mal, com a índole feminista e empoderando mulheres com meu "mils" textões no facebook e conversas de boteco, vem o Universo e joga a prova: Hetero normativa, menina simpática, feminista e dos textões, e cheia de opiniões. Cara gostosinho, liberta o checo checo da piriquita, tem namorada, não para de puxar assunto. Realidade: Ela quer ele. E aí, ela deveria dizer que não mesmo querendo dizer sim? De acordo com as entrelinhas dos textões até a verdade no comportamento anteriormente não posto à prova do Universo, sim. Ela deveria dizer não. Mesmo querendo dizer sim. Afinal, são seus princípios, mulheres são como irmãs, é um clã. É isso aí, uma pela outra. Não é?

Aí eu penso com botões furados que nunca me respondem: E aí Brutos, qual é a sua? 
A questão é que, como humanos, e na maioria das vezes que nunca vivemos em um conflito, achamos que sabemos exatamente como agir. Pois não sabemos, não sabemos até a prova estar escancarada na nossa frente. E por isso, sou quase cética em relação aos textões muito cheio de opiniões. Mesmo que sejam super bem escritos e condizentes com minha ideologia. No fim das contas vale mil vezes mais o eu faço do que o eu digo. 

Segue o fluxo.

Em um segundo momento, onde você começa a mudar seu estilo itinerante de vida para um estado mais sereno e menos nômade, você se depara com inúmeras situações de diversão e festas e nights e bares e ficar acordada até o dia clarear, e assim, acabou-se a disposição dos 20 e poucos, certamente nada disso faz sua ansiedade (boa) disparar. Apenas a má. Ruthinha é boa, Raquel é má... (risos).
Aí você diz não. Por comodismo. Isso é uma questão de fortaleza? Não meu bem, não é. Nem nunca será, só não queremos tirar o pijama e passar base na cara. Please, isso não é uma questão de altruísmo, então apenas: STOP! 


Teríamos mil outros exemplos de 'não' porque não...

Qual o grande lance de fazer textões como esse? Acho que alivia vários "Vai pra puta que pariu" que a gente mandaria mundo a dentro! Por que no caso, a gente sabe, que no fundo quem lê e relê somos nós mesmos, um ou outro pode falar alguma gíria da hora, tipo: lacrou! Mitou! Ou um daqueles elogios aleatórios. 
Mas olha, não sei se é por mim, pelos outros, sabe lá porquê... se o que você deseja é ser lembrada por palavras, pode ser que com alguma insistência e alguns anos a fio, você consiga, but, a maioria de nós é lembrada meramente pelo que fazemos. Por isso, mesmo que com pouca coragem, com um pouco de medo, magoando um ali, outro aqui... seja livre em você mesma. Respeite o espaço de quem quer ser também. E aga! Aga sempre que der!

Mils beijos!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

não existe título para um dia bom.

Não existe nada mais leve do que estar feliz em se olhar no espelho e enxergar algo que você construiu para ser.


Involuntariamente, busco essa leveza todos os dias.

Hoje estou em um dia bom

Nem sempre nos encontramos em dias bons, isso faz valer que os dias bons são melhores do que bons.

Passar por uma fase de diferença de recepção própria é difícil, porque a maioria dos dias tornam-se ruins ou indiferentes

Ninguém quer um dia indiferente.

Queremos cor, mesmo que por vezes, fujamos dons tons coloridos

É estranho entrar em outra dimensão de si mesmo, parece que ninguém te . Mas é isso, porque nem você mesmo se enxerga. É uma puta desvantagem em estar presa na mente.

Segue o oxigênio. 

Hoje o dia está bom.

Horas e outrora.

Houve um tempo, em que a noite, a lua e o encanto do escuro e tudo, era encantador. Brilhava com as roupas pretas, e alguns saltos, a liberdade libertina do solteiro, que tanto é prazerosa, desfrutei por momentos incontáveis tais encantos. Nesse tempo, a melhor hora do dia, era quando o sol caía e os preparativos, em multidões, agitavam. Bom tempo em que tantas novidades surgiriam ao raiar do sol dos dias por seguinte.  Pode rolar, valho-me de disposição aflorada em sentir a vida. Aquele tempo, em que a oportunidade dos encontros era mais propícia, mais certeira e, no entanto, mais rotineira. Eram muitos encontros. E deles geravam muitas histórias, que formavam lembranças e que agora, estão dentro da caixinha cinzenta de memórias. 
A noite, por sua vez, continua exercendo sobre mim, um imensurável encanto, diferente dos encontros, o de paz e delícia, de hoje ser e estar em uma nova dimensão de pessoa, a noite continua me trazendo mistérios, diferentes de outrora, mas na mesma proporção de histórias. Venha-me com um bom vinho e uma boa conversa com alguns palavrões e risadas soltas. Vou-me integralmente abrir-te a alma com menos disciplina e mais franqueza. E esse assunto pertinente ou não, fará, como carimbo, a marca de uma bela noite.
Os beijos continuam sendo o desejo mais avassalador. Não beijos por beijos, mas aqueles beijos que mexem no fundo do estômago, deixando um mix de sabores, entre eles o receio e a necessidade de saciar o insaciável. A paixão é o melhor combustível da serotonina, encha-me, então, o copo de hormônio. 
E diante de uma profusão brilhantina da noite, vejo-me, hoje, resplandecendo com o dia, e com todas as horas do dia, desde o abrir os olhos, até as passagens das horas mais quentes e das roupas mais leves da tarde, dos saltos menores e do andar descalço. Aumenta-me a estima dessa hora! 
Pois então, venha-me com uma boa dose de humor e bem-estar nessa cidade quente aproveitar uma roupa fresca e pouca maquiagem ditatorial, porque agora, alegra-me o azul limpo ou cinza da tarde. 
Redescubro-me entre o passar dos dias, que virei passarinho.



 .


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Eu percebo que preciso sentir, preciso além de querer sentir, o sentir de fato. E isso, parece uma parede gigante em mm. Digo no sentido carnal, difo no sentido de completude enquanto casal. Não quero só a ideologia boa que estar junto é bom. Quero a necessidade, a vontade acima de tudo, quero a paixão. Aquela avassaladora de estar junto. Isso é muito difícil, a saudade é muito difícil. Essa apatia não pode continuar... Não sei quando, mas alguém tem que me despertar além de disses me disses.

Sono...

Vamos dormir perdidos nas substâncias que ficam paradas na força da gravidade, do nosso próprio ser. Da nossa própria existência.  Aquelas sensações que se posicionam entre o real e o mundo fantasmagórico do inconsciente que beira a consciência não plena do que é se sentir em essência. 
Do que é estar viva em sintonia com o que tem dentro e com o que busca afora...
A vida que se constrói em uma boa noite de sono pesada em uma leveza o imensurável em uma solidão que não é negativa e que por positivo, faz parte. Que está abstrata a sentimentos infrutíferos.  Que são por ventura consequente a própria necessidade.
A beleza. Dormimos com a beleza menos fugaz que os dias proletariados do cotidiano. Só dormimos buscando inexatidão de tranquilidade e bem-estar do nosso indivíduo sozinho. 
Dormir, mesmo que junto, é singular. 
E eu diria, que até uma forma de arte, com técnicas de pré e pós. 
Dormir é delicioso. Está na margem do tempero. Apresenta inúmeros gostos. Dormir é uma forma de alívio. 
E o dia nasce mais cheiroso, agradável e motivador depois de um belo retiro do sono.