quinta-feira, 6 de junho de 2013

Se... se.. se... Pro inferno!

 Só que se diz, é que mesmo sem saber o que pode acontecer comigo, eu estou confiando no destino, estou confiando no que eu quero para minha vida. Estou reavendo meus pontos, de vista e cada dia que passa aumentam as minhas certezas, sobre o que não quero e o que não deve ser.
Meu problema, está na insistência de assuntos que já acabaram, que não tem mais jeito, que não dá pra voltar atrás, nem pra lutar por justiças tolas, nem pra mudar o que já aconteceu.
Aconteceu e ponto. Acho que simplesmente, devo alcançar a epifania dos fatos, e assim me desprender do que me prende, e do que poderia ter sido se... Se... Se...Se... 

Que saco!

É que eu ando precisando de um rodopio, ver tudo com outros olhos. Olhos animadores. Tenho levado certos descasos com pesos muito grande. Não devo.
Tenho deixado de aproveitar tanta coisa, por preguiça de tentar. Tenho deixando pra lá aparecer, dá muito trabalho.
Eu tô naquelas fases onde a mente está completamente desvinculada do restante. Meu corpo não condiz, meu temperamento não condiz, minhas vontades ainda estão no passado desagradável que já passou.
Às vezes eu só tenho que me dar conta que já se foi, e arranjar justificativas para notar que foi melhor assim.
Eu não digo só por causa de um amor falido, falo por toda uma fase que correu e se foi, tão inesperadamente que eu ainda não consigo me localizar.
Eu tô no auge sem vergonha da epifania, perceber que não perdi, só que já foi. Que outras coisas vão vir, e como diria a Sônia, você ainda é jovem. Eu sou jovem...
Bata na minha porta!

Eu não sei...



Eu não sei.
Quando eu guardo uma mágoa pesada dentro de mim ela é tão lenta para se desfazer como esperar que o mar molde as montanhas aos seus arredores.
E até que a mudança se concretize, ela fica batendo no peito e deixando doer, cada dia que passada assolando a paz que deixa de existir. E sempre que aquele nome é dito, sempre que eu vejo uma foto, sempre que sem querer, eu me lembro de você, é como se um bichinho se revirasse aqui dentro.

E apesar de toda a angústia, eu ainda não sei definir, se é mágoa ou se é saudade.

Ignorância a minha.


A gente sente muita fome. Fome de sono, fome de paz, fome de amor, fome de guerra. A gente sente fome de se mostrar, e a fome corrói, explora, destrói. A fome é o que faz, meu corpo agir por impulso, minha alma fica sem elo, e eu faço o que, sem pensar, acho que é o que devo.
Sou da teoria, que no fundo sabemos a resposta, sabemos o caminho correto. Tudo o que gera dúvidas é pendente, vezes ao sim, vezes ao não; mas pende a dúvida da incerteza, o que modifica nosso comportamento.
Minhas atitudes nem sempre são sãs, não sou a favor dos berros e gritos, com ou sem fundamento não alteram um fato já existente. Mas convenhamos, quanto é bom gritar, e deixar explodir? Como nos deixa leve, saber que alguém vai nos dizer: "Mas isso é normal."

E quanto mais eu terei que ficar me arrependendo do descontrole, para perceber que o quintal é muito mais amplo do que eu consigo ver? Daria tanto, para entender o que eu ignoro.

Mais uma porta.



Todo dia é dia de quem quer se encontrar. Incrível. Eu me perco em mim mesma e nas minhas teorias o tempo todo, cada dia eu me reservo mais, me esclareço menos. Ou vice versa. Se incomoda mude, se está feliz festeje.
É assim que eu começo mais uma fase madura da minha vida, festejando princípios sempre inacabados, refutando filosofias, criando ideologias, colocando em prática tudo que dá.
Deixando memórias sumirem. Sumam. Afinal, existem coisas que não devem ser lembradas, mesmo que boas, são memórias não é vida. Que simplesmente elas, as memórias, te façam crescer, evoluir, aprender, mas que não te deixem presa ao que já foi.

A nova vida começou, e começa para quem quer, se encontrar, todo dia.

No novo emprego.



E depois da segunda semana a vida começa a entrar no eixo, depois da terceira já vira rotina, e da quarta em diante acordar cedo passa ser quase um sacrifício, momento que você pensa, cacete, trabalhar é pagar todos os pecados do mundo!
Como assim, um ser humano diz que trabalhar enobrece um homem, que homem é esse? Só o fato de eu ter que dispensar 9 horas (sem contar com a ida e a volta) do meu lindo dia, para ficar aqui mexendo em papéis, que lá no fundo eu não entendo nem o fundamento, é esquisito.
Trabalha-se cada vez mais, cada dia de experiência é uma carga maior, cada carga maior e o sue salário... bem, o seu salário continua igual.
Mas fica sem trabalhar, por um, dois, três.. e quando chegar no quinto mês, você logo pensa: Como eu sou fútil! Preciso trabalhar!
É um ciclo vicioso da humanidade querer sempre o que não está acontecendo naquele instante.

E bora trabalhar que o dia só começou!