Ela sai de casa para fazer as mesmas coisas de sempre, e
apesar de ser sempre o de sempre, é o que faz ela ficar bem. Ela se concentra,
escolhe um roupa qualquer, tampa as olheiras, normalmente com as unhas feitas,
e vai pro sempre. Sempre igual.
Ela entrou em paranoia, entrou na fase da vida em que perdeu seu controle de si
mesma. Ela perdeu o controle do “stop”, ela não sabe direito compreender o que
se passa no seu corpo quando ela só tem vontade de sair correndo para um lugar
seguro, onde ninguém possa enxergar seu nudes sentimentais. Ela nunca foi
assim. E por isso mesmo, ela entra nessa guerra entre tentar achar o que foi, o
que está sendo com um pouco de medo do que será.
Ela está vivendo mais tempo morta do que viva. Ela vive com medo. Medo de estar
em qualquer lugar, medo de pessoas, medo de beber demais, medo de ficar ébria
demais. Ela tá tendo pânico. Ela se machuca pra transformar as dores internas e
externas e dessa forma se concentrar menos que ela pode morrer a qualquer
momento.
Ela sabe que isso tudo é loucura, mas não tem controle sobre o que é louco e o
que é real, ela vê e compreende que isso tá errado, e eu prometo que ela está
fazendo o seu melhor.
Ela está desesperada mas ela segue em frente. Sempre e nos de sempre.
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