segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Horas e outrora.

Houve um tempo, em que a noite, a lua e o encanto do escuro e tudo, era encantador. Brilhava com as roupas pretas, e alguns saltos, a liberdade libertina do solteiro, que tanto é prazerosa, desfrutei por momentos incontáveis tais encantos. Nesse tempo, a melhor hora do dia, era quando o sol caía e os preparativos, em multidões, agitavam. Bom tempo em que tantas novidades surgiriam ao raiar do sol dos dias por seguinte.  Pode rolar, valho-me de disposição aflorada em sentir a vida. Aquele tempo, em que a oportunidade dos encontros era mais propícia, mais certeira e, no entanto, mais rotineira. Eram muitos encontros. E deles geravam muitas histórias, que formavam lembranças e que agora, estão dentro da caixinha cinzenta de memórias. 
A noite, por sua vez, continua exercendo sobre mim, um imensurável encanto, diferente dos encontros, o de paz e delícia, de hoje ser e estar em uma nova dimensão de pessoa, a noite continua me trazendo mistérios, diferentes de outrora, mas na mesma proporção de histórias. Venha-me com um bom vinho e uma boa conversa com alguns palavrões e risadas soltas. Vou-me integralmente abrir-te a alma com menos disciplina e mais franqueza. E esse assunto pertinente ou não, fará, como carimbo, a marca de uma bela noite.
Os beijos continuam sendo o desejo mais avassalador. Não beijos por beijos, mas aqueles beijos que mexem no fundo do estômago, deixando um mix de sabores, entre eles o receio e a necessidade de saciar o insaciável. A paixão é o melhor combustível da serotonina, encha-me, então, o copo de hormônio. 
E diante de uma profusão brilhantina da noite, vejo-me, hoje, resplandecendo com o dia, e com todas as horas do dia, desde o abrir os olhos, até as passagens das horas mais quentes e das roupas mais leves da tarde, dos saltos menores e do andar descalço. Aumenta-me a estima dessa hora! 
Pois então, venha-me com uma boa dose de humor e bem-estar nessa cidade quente aproveitar uma roupa fresca e pouca maquiagem ditatorial, porque agora, alegra-me o azul limpo ou cinza da tarde. 
Redescubro-me entre o passar dos dias, que virei passarinho.



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