Houve um tempo, em que a noite, a lua e o encanto do escuro
e tudo, era encantador. Brilhava com as roupas pretas, e alguns saltos, a
liberdade libertina do solteiro, que tanto é prazerosa, desfrutei por momentos
incontáveis tais encantos. Nesse tempo, a melhor hora do dia, era quando o sol
caía e os preparativos, em multidões, agitavam. Bom tempo em que tantas
novidades surgiriam ao raiar do sol dos dias por seguinte. Pode rolar, valho-me de disposição aflorada em
sentir a vida. Aquele tempo, em que a oportunidade dos encontros era mais
propícia, mais certeira e, no entanto, mais rotineira. Eram muitos encontros. E
deles geravam muitas histórias, que formavam lembranças e que agora, estão
dentro da caixinha cinzenta de memórias.
A noite, por sua vez, continua exercendo sobre mim, um imensurável encanto,
diferente dos encontros, o de paz e delícia, de hoje ser e estar em uma nova
dimensão de pessoa, a noite continua me trazendo mistérios, diferentes de
outrora, mas na mesma proporção de histórias. Venha-me com um bom vinho e uma
boa conversa com alguns palavrões e risadas soltas. Vou-me integralmente
abrir-te a alma com menos disciplina e mais franqueza. E esse assunto
pertinente ou não, fará, como carimbo, a marca de uma bela noite.
Os beijos continuam sendo o desejo mais avassalador. Não beijos por beijos, mas
aqueles beijos que mexem no fundo do estômago, deixando um mix de sabores,
entre eles o receio e a necessidade de saciar o insaciável. A paixão é o melhor
combustível da serotonina, encha-me, então, o copo de hormônio.
E diante de uma profusão brilhantina da noite, vejo-me, hoje, resplandecendo
com o dia, e com todas as horas do dia, desde o abrir os olhos, até as
passagens das horas mais quentes e das roupas mais leves da tarde, dos saltos
menores e do andar descalço. Aumenta-me a estima dessa hora!
Pois então, venha-me com uma boa dose de humor e bem-estar nessa cidade quente
aproveitar uma roupa fresca e pouca maquiagem ditatorial, porque agora,
alegra-me o azul limpo ou cinza da tarde.
Redescubro-me entre o passar dos dias, que virei passarinho.
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